“As salvaguardas da lei impedem os abusos.”
É uma questão de facto, e por isso a mais fácil de verificar: nos países que abriram a porta primeiro, os critérios iniciais não se mantiveram.
Esta objecção é boa porque se pode confirmar. Basta olhar para quem legislou há mais tempo e comparar os critérios de então com os de agora.
O padrão que se repete é o alargamento gradual. Começa em doença terminal com sofrimento insuportável e, com os anos, entra a doença crónica, a doença psiquiátrica, a demência. Cada passo é defendido com o mesmo argumento que justificou o anterior, e torna-se difícil explicar porque é que aquela pessoa merece menos compaixão do que a anterior.
Não é má-fé de ninguém. É o que acontece quando o critério que fica de pé é o sofrimento, e o sofrimento não tem fronteira natural.
Cuidado: Usa dados verificáveis e cita a fonte. Este argumento perde toda a força se exagerares os números.
Outras objecções sobre eutanásia e suicídio assistido
- “É a minha vida. Tenho o direito de decidir quando acaba.”Quando uma pessoa saudável nos diz isso, tentamos ajudá-la a mudar de ideias e chamamos-lhe cuidar. Quando é uma pessoa doente, chamamos-lhe autonomia.
- “É compaixão. Não podes obrigar alguém a sofrer.”Compaixão quer dizer sofrer com alguém. Aqui a proposta é fazer desaparecer quem sofre, e isso não é o mesmo — nem se torna certo quando o sofrimento é real.
- “Ele vai morrer de qualquer maneira. Só se está a antecipar o inevitável.”Todos vamos morrer de qualquer maneira. Se isso justificasse antecipar, justificava em qualquer idade, e ninguém aceita isso.
