É a minha vida. Tenho o direito de decidir quando acaba.

    Resposta curta

    Quando uma pessoa saudável nos diz isso, tentamos ajudá-la a mudar de ideias e chamamos-lhe cuidar. Quando é uma pessoa doente, chamamos-lhe autonomia.

    A liberdade importa e não somos contra ela. Mas vale a pena olhar para o que já fazemos, porque nisso somos todos coerentes: temos linhas de prevenção do suicídio, formamos pessoas para reconhecer sinais, e ninguém acha que isso seja faltar ao respeito a quem sofre.

    Já decidimos, em conjunto, que perante um pedido para morrer a resposta certa é aproximar- se. A eutanásia abre uma excepção a essa regra, e a excepção define-se por uma característica da pessoa: estar doente.

    É aí que deixa de ser só sobre liberdade individual. Uma lei não dá uma opção a uma pessoa, dá-a a todas as que estão naquela condição, e passa a dizer algo sobre elas. A partir do momento em que existe uma saída legal, quem se sente um peso ganha uma resposta disponível.