Isso é uma questão religiosa e o Estado é laico.

    Resposta curta

    Nada do que dissemos precisou de religião: se cresce está vivo, se tem pais humanos é humano, e seres humanos valem.

    É uma desconfiança compreensível, porque muita gente religiosa defende esta posição. Mas repara que o argumento em si assenta em embriologia e num princípio de igualdade que está na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Não há nenhum passo que precise de fé.

    Há ateus e agnósticos que chegam exactamente à mesma conclusão, por não conseguirem encontrar um critério que exclua o feto e não exclua também um recém-nascido.

    E se uma posição fosse inválida só por coincidir com uma convicção religiosa, teríamos de deitar fora a proibição do homicídio e do roubo. O que interessa é se os argumentos se aguentam sozinhos.