Se és contra, não faças um. Não impunhas a tua moral aos outros.

    Resposta curta

    Isso resolveria a conversa se só estivesse em causa uma pessoa. Toda a discussão é sobre se há ali uma segunda.

    Este princípio é bom e usamo-lo todos os dias: em coisas que só afectam quem as faz, cada um decide. Ninguém quer o Estado a escolher o que comes ou em que acreditas.

    Só que não o aplicamos quando há outra pessoa envolvida. Ninguém diria “se és contra a violência doméstica, não batas na tua mulher”, porque percebemos logo que ali há alguém a ser afectado.

    O que isto revela é útil: quem usa esta frase já respondeu à pergunta de fundo, sem a discutir. Se no útero não houver ninguém, a frase faz todo o sentido. Se houver, não faz nenhum. Por isso a melhor coisa que podes devolver não é um contra-argumento, é a pergunta: então o que é que está lá?